Terapia Comunitária Integrativa

“Enquanto muitos modelos centram suas atenções na patologia, nas relações individuais, privadas, a TCI se propõe cuidar da saúde comunitária em espaços públicos. Propõe-se a valorizar a prevenção. Prevenir é, sobretudo, estimular o grupo a usar sua criatividade e construir seu presente e seu futuro a partir de seus próprios recursos.”   (Adalberto Barreto)

A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) é uma intervenção psicossocial que atende demandas advindas de situações adversas de qualquer nível oferecendo uma máxima cobertura de acolhimento à população pela população. O terapeuta comunitário, então, atua como um facilitador integrante do sistema composto por todos os participantes.

É bom destacar que a TCI não cuida da patologia, pois não se propõe como psicoterapia. A TCI apresenta, porém, grande potencial de prevenção para evitar psicossomatizações, ao acolher a dor e abrir um espaço para valorização do ser humano pela identificação afetiva com seus semelhantes.

Seu foco de atenção é criar espaço de afeto coletivo que possibilita a escuta ativa frente a expressão do sofrimento humana diante de traumas, medos, angústias e perdas vividas em contextos de calamidade pública, bem como a facilitação da partilha de superações, abrindo, aos participantes, perspectivas melhores para o futuro.

Pelo ambiente social inclusivo, horizontalizado e diversificado, oportuniza uma articulação entre o saber popular e o saber científico, entre a comunidade e o sistema de saúde, educação, segurança e cuidados sociais, oferecendo, à população alcançada, chance especial de reorganização na busca de usufruir melhor qualidade de vida, incluindo diferentes modos de enxergar a realidade e de agir no cotidiano.

Sua dinâmica participativa, suas regras funcionais, a valorização das escolhas individuais e o respeito ao exercício democrático do grupo impulsionam os participantes à resiliência e à consciência crítica. A TCI investe em despertar pessoas para superar a posição de vítima pelo próprio empoderamento como cidadão que compõe uma sociedade agente da própria história.

A base teórica da TCI é formada de 5 pilares: Conceitos da Teoria dos Sistemas; entendimento psicossocial do conceito sobre Resiliência; aplicabilidade e valorização da Antropologia Cultural; a inclusividade e o incentivo ao aprendizado mútuo contextual na visão da Pedagogia de Paulo Freire; e a observação atenta à linguagem verbal e não verbal destacada pela Teoria da Comunicação.

A roda de TCI pode acontecer em qualquer lugar que possa acomodar o grupo de interessados e deve ser conduzida por um terapeuta comunitário formado por um dos polos credenciado como formador pela Associação Brasileira de Terapia Comunitária – ABRATECOM.

Para maiores informações, entre em contato com O Espaço de Construção Convivência e Organização Social da Região Serrana – ECCOSocial pelo e-mail eccosocial@gmail.com.

Conheça, ainda, a ABRATECOM – http://www.abratecom.org.br

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