Decifrando a Linguagem Corporal: um olhar de dentro

Por Fabrício Rocha

Nesta postagem para o blog da ECCOS me distancio um pouco do jornalista que mora dentro de mim. Não espere agora pela imparcialidade técnica da minha profissão, já desmontada pelo romantismo deste narrador, desta vez, protagonista. Conto neste relato minha primeira imersão no trabalho da ECCOSocial, com quem me propus a trabalhar há uns meses. Pela primeira vez conheci o trabalho de dentro pra fora. Fui beneficiado pelo poder transformador de uma bela equipe e por isso escrevo como participante do curso Decifrando a Linguagem Corporal, que aconteceu no último fim de semana, entre os dias 19 e 21 de setembro.

Vivenciando o curso

Quando comecei minha busca pelo autoconhecimento pensei que devia observar apenas a minha mente. Já se torna desnecessário dizer que vivemos em um mundo estressante que cada vez mais parece brigar contra nossa saúde de uma forma em geral, nos fazendo ter que pensar cada vez mais rápido, com cada vez maior quantidade de informação. A mente não dá conta e o corpo sente. Mas onde começa um e termina o outro? É melhor não parar para pensar se não quiser cansar. Achar uma resposta para essa pergunta já é um estresse por si só.

Na verdade nós ocidentais estamos acostumados a separar coisas que nasceram juntas. A ver pelas especialidades médicas que estão cada vez mais focadas em uma parte específica do corpo. Tratamentos integrativos já são realidade até no serviço público de saúde brasileiro, mas ainda são poucos divulgados, pouco trabalhados e não se sabe quando estarão realmente acessíveis para a maioria da população.

É esse um dos fios condutores do Curso Decifrando a Linguagem Corporal: a tomada de consciência de que nosso corpo: físico, mental, social, espiritual, um todo energético, é uma coisa só e se comunica conosco através de sinais. Sinais que em nosso corpo de carne, o que há de mais latente em nós, chamamos de sintomas.

Fazemos, às vezes, julgamentos sobre o corpo de outro, mas esquecemos de olhar literalmente para o nosso umbigo, nossos membros, nossos órgãos. Deixamos de sentir esse corpo e nesse processo nos distanciamos. A nossa própria matéria se torna estranha e não sabemos mais entender os recados. Adoecemos.

Durante o curso mergulhamos dentro de nós, acompanhados pela nossa criança interior, que no meu caso tinha sido abandonada. Eu a julgava fraca porque quando em seu momento ápice teve que criar artimanhas para se livrar do bullying, do julgamento, da vergonha. A esperta criança foi construindo um castelo de muros altos e no meio de um labirinto se perdeu. Ao se dar conta do tamanho das paredes se sentiu inferior e com medo não percebeu que tinha sido responsável por obra de tamanha grandeza. Como autor, deixei de ser protagonista do meu conto, pois achei que o fruto da minha astúcia sobrevivente era mais importante do que quem eu era e, até, do que sempre fui capaz de fazer.

A convivência com os colegas de curso e facilitadoras é indispensável. Quando eu preparei a publicidade e os textos para a divulgação passei por essa palavra “facilitadora” diversas vezes sem entender o real significado. Na verdade ela quer dizer que quem ministra o curso não tem uma postura tradicional de professora, mas participa o tempo inteiro, vivendo e sentindo junto com a gente, ensinando com a própria experiência e aprendendo o tempo todo com a nossa. Nada mais apropriado. Além do mais, olhar para os colegas participantes e ver todos de mãos dadas nesse caminho é muito importante para continuar. É delicioso compartilhar o choro, a risada, a descoberta…

Para mim, descrever essas sensações é mais importante do que definir o curso em termos técnicos. Afinal é essa humanização que permeia o trabalho da ECCOSocial. Por isso, como participante eu recomendo: não perca a próxima edição de Decifrando a Linguagem Corporal e nossos outros cursos.

Para ver todas as fotos da última turma do curso clique AQUI.

 

 

 

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